
Ontem lendo o livro: Sem medo de viver de Max Lucado uma ilustração falou muito comigo, algo do tipo Deus olhando dentro dos meus olhos, esticando o meu rosto e me encontrando em mim mesmo, debaixo da capa (corpo) gasto pelo tempo, e hoje isso ficou borbulhando em mim e refletindo sobre isso cheguei a algumas conclusões, as quais tentarei explicar ...difícil...rs
Realmente com o passar do tempo nos perdemos, nos desfiguramos, perdemos o vigor, o brilho a garra, descobri que muitos sonhos não se perderam, eu desisti deles, por inúmeros motivos, ou melhor, desculpas, talvez por me achar incapaz, por cansar de lutar por eles, por achar que não eram para mim,enfim, eles estão lá, mas eu os coloco numa redoma e os preservo ali, dentro dos olhos e do coração, mas longe do meu alcance, como jóias raras.
Percebi quantas risadas eu perdi, por isso das rugas já estarem apontando...rs, como perdemos tempo, prazeres, amigos,amores, abraços....simplesmente deixamos ir, como se fosse consequência da correria, do dia a dia...mas não, é desleixo mesmo, nos adaptamos a perder o que deveríamos conservar, na busca de alcançar o que deveríamos desprezar, parece aquelas frases de impacto, né? Aquelas que só tem o nome, pois não impactam mais, afinal, aprendemos a nos defender das coisas que nos confrontam, daquilo que nos tira da nossa zona de conforto, algumas frases poderiam mudar nosso dia, nossas atitudes, e consequentemente nossa vida, e creio ser esse o motivo delas existirem e serem chamadas assim, mas banalizamos as verdades também,construimos outras com capas, e carregamos grandes volumes vazios como se fossemos fortes, quanta baboseira, nunca vi um tempo de tanta informação e de tanto vazio, ansiedade, frustração, isso por causa da superficialidade, falta essência, falta sentimento, o amor realmente está se esfriando.
Mas as vezes tenho surtos e volto a tona por alguns instantes, decido ir para a Paulista às 02h30 da madrugada, pra jogar conversa fora e sentar com amigos em frente ao Banco SAFRA rodeado de jovens cheio de sonhos sendo mortos por esse sistema capitalista, mas como não se sujeitar? é como nadar e não se molhar, complexo demais, mas enfim voltando aos meus surtos...rs, as vezes assisto filmes sem conteúdo, engraçados ou melancólicos, choro com aqueles romances impossíveis, tomo sorvete e toda sensibilizada começo a escrever sem parar, cheia de verdades que amanhã já esqueci, mas naquele momento foi legal, e vivi aquilo...compro arminhas de atirar água para brincar com a minha sobrinha, vou ao parque fazer pique nique, compro pisca-pisca, decoro a mesa de natal, beijo minha mãe e a convido para dançar, saio cantarolando pela casa, escrevo cartas para a família toda dizendo o quanto os amo, tento expor o que sinto todos os dias, mas nunca falo,corto o cabelo da minha irmã pelas madrugadas a dentro falando o tempo todo,rindo feito duas loucas, e voltamos numa infância não vivida por nós duas, então.... as vezes sou legal....as vezes sou o que quero ser no momento, mas logo volto para o calabouço e fico lá presa, quietinha em algum canto gélido em mim mesma.
Perco a inocência de criança, adolescente, e alguns me chamam de madura, mas no fundo sei que estou ficando chata...rs.
Peço a Deus que além de me resgatar todos os dias, me livrar dos inúmeros inimigos da minha alma, me livre de mim mesma, desse alguém que quer me prender e me anular, que quer formar outra Karina a qual o Senhor não criou, quero rir mais, amar mais, abraçar mais, olhar nos olhos, ser sensível, afinal, creio que os sensíveis são mais fortes, pois sem escudos enfrentam as guerras, quero ler mais livros, ouvir mais músicas, silenciar, andar de carro com os vidros abertos brincando com o vento, ultimamente ando assim...kkk.
As vezes sou legal com Deus também,como ouvi outro dia em uma pregação, deixo minha vida de plástico de lado e vou a Ele sendo eu mesma, é bem legal, rimos,conversamos, dançamos, eu posso chorar, e no final recebo um abraço,esses encontros são muito bons, inexplicáveis.
Minha sobrinha é linda, e ela acha que sou criança também, acho isso o máximo, não por ela me considerar criança,mas por ver em mim uma amiga, por isso me esforço para não decepcioná-la e é ela quem tem visto a mim mesma com mais frequência, ela me acha muito legal, palavras dela...rs..e isso me deixa feliz por ela e por mim.
Afinal o Reino dos Céus pertencem aos pequeninos...eles amam, independente dos outros, chamam para brincar sem acepção, sorriem não por conveniência...enfim...era isso...se alguém que lê esse post em algum momento me achar, me avise, por favor.